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Aula 4, 30-08-06

Uma boa dica para a prova: Incluir em suas reflexões comentários a canções!
O Filósofo e o Poeta (artigo geral sobre a aula)
Pieper, Josef  Abertura para o todo: a chance da Universidade, São Paulo, Apel, 1989
Heidegger, Martin,  Qu'-est-ce que la Philosophie?, São Paulo, Abril, 1973.
Jean Lauand Onde está a verdadeira realidade?

Canções (som, letra e tradução)
Till there was you   Quando te vi    Cantoria       Foi um rio...      Sei lá Mangueira


Platão - República 486a
- Outro ponto precisarás também considerar,se quiseres estabelecer a distinção entre a natureza filosófica e a que o não for.
- Qual?
- Para que não te passe despercebido nela algum traço menos nobre; nada pode ser mais antagônico do que a baixeza para uma alma que se esforça permanentemente para alcançar o conjunto das coisas divinas e humanas em universal.

Whitehead
Alfred North Whitehead - certamente um mestre do rigor lógico - caracterizou a Filosofia do seguinte modo: "Philosophy asks the simple question: what is it all about?" e o problema que se coloca a quem filosofa é "to conceive a complete fact" (Essas duas sentenças procedem respectivamente de "Remarks", Philosophical Review 46, 1937, p. 178 e de Adventures of Ideas, p. 203).

Especial atenção no texto de Heidegger (link acima) ao parágrafo:
"A palavra grega philosophía remonta à palavra philósophos...
e ao que o segue:
"O anèr philósophos ama o sophón...

E também ao parágrafo:
"Seria muito superficial e, sobretudo, uma atitude mental pouco grega...
e ao que o segue:
"De bem outra espécie é aquela dis -posição...

 
....
Till There Was You                 (vídeo)
 
There were bells on a hill
But I never heard them ringing
No, I never heard them at all 
Till there was you
There were birds in the sky
But I never saw them winging
No, I never saw them at all 
Till there was you
Then there was music and  wonderful roses
they tell me in sweet fragrant  meadows
of dawn and dew
There was love all around
But I never heard it singing
No I never heard it at all 
 Till there was you
 

Havia sinos na colina, 
Mas eu nunca os tinha ouvido tocar
Não, nunca os tinha ouvido, 
Até haver você
Havia passáros no céu, mas eu
nunca os tinha visto voar
Não, nunca os tinha visto, 
Até haver você
E havia música, e maravilhosas
rosas, que me falam em doce 
fragrância de prados ao alvorecer e orvalho... 
Havia amor por toda parte, mas
eu nunca o tinha ouvido cantar
Não, nunca, 
Até haver você

....
 
 
 
Quando te vi
Beto Guedes
 

Nem o sol, nem o mar, 
Nem o brilho das estrelas.
Tudo isso não tem valor 
Sem ter você.
Sem você, nem o som 
Da mais linda melodia,
Nem os versos dessa canção 
Iam valer.
Nem o perfume 
De todas as rosas é igual
À doce presença 
do seu amor.
O amor estava aqui,
Mas eu nunca saberia
O que um dia se revelou 
quando te vi.

Cantoria
Paulinho da Viola e Hermínio B. de Carvalho

Amar é um dom, há que saber o tom
E entoar bem certo a melodia
O povo enxerga a luz de uma voz sincera
E canta com ela em sintonia
Cantar é uma luz, um enfunar de velas
É compreender a canção como um navio
Que vai zarpando, ignorando mapas
Tocando as águas que nem harpas
Por conta do destino
Compor, saibam vocês, 
É mais que um desatino
Esmiuçar a dor, fio a pavio
Ofício que deságua o sofrimento
É escoar-se inteiro como um rio
E eu me ponho a compor feito um cigano
Que busca noutra luz seu próprio lume
E me pergunto quem é mais insano
Se eu, um rouxinol   Se tu, um vagalume.

...
....
Foi um rio    (Paulinho da Viola)
Se um dia meu coração for consultado,
Para dizer se andou errado, será difícil negar.
Meu coração tem mania de amor
Amor não é fácil de achar
A marca dos meus desenganos ficou, ficou
Só um amor pode apagar
Porém, (ai , porém...) há um caso diferente,
Que marcou em breve tempo, meu coração para sempre
Era dia de Carnaval. Carregava uma tristeza,
Não pensava em novo amor,
Quando alguém que não me lembro anunciou:
Portela! Portela!
O samba trazendo a alvorada meu coração conquistou.
Ah, minha Portela, quando vi você passar,
Senti meu coração apressado todo meu corpo tomado,
Minha alegria voltar. Não posso definir aquele azul,
Não era do céu, nem era do mar.
Foi um rio que passou em minha vida
E o meu coração se deixou levar
Sei lá Mangueira
Vista assim do alto.
Mais parece um céu no chão, sei lá
Em Mangueira a poesia
Feito um mar se alastrou
E a beleza do lugar
Pra se entender, Tem que se achar
Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar  E os pés recusam pisar
Sei lá, não sei;  Sei lá, não sei
Não sei se toda a beleza De que lhes falo
Sai tão somente do meu coração
Em Mangueira a poesia  Num sobe-desce constante
Anda descalça ensinando Um modo novo da gente viver
De pensar e sonhar, de sofrer 
Sei lá não sei,  Sei lá não sei não
A Mangueira é tão grande Que nem cabe explicação 
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